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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O poema

O poema é um gênero textual que se constrói não apenas com ideias e sentimentos, mas também com o emprego do verso e de seus recursos musicais. O verso é uma sucessão de sílabas ou fonemas que formam uma unidade rítmica que corresponde a uma linha do poema. Estrofe, ou estância, é um agrupamento de versos. Dependendo do seu número de versos, um poema pode ser categorizado em:
  • Dístico: Dois versos.
  • Terceto: Três versos.
  • Quadra ou quarteto: Quatro versos.
  • Quintilha: Cinco versos.
  • Sexteto ou sextilha: Seis versos.
  • Sétima ou septilha: Sete versos.
  • Oitava: Oito versos.
  • Nona: Nove versos.
  • Décima: Dez versos.
  • Soneto: Duas quadras e dois tercetos.
  • Balada: Três oitavas e um quarteto.
  • Vilancete: Um terceto e outros tipos de estrofe.
  • Rondó, Apenas quadras, ou quadras combinadas em oitavas.
Métrica: É a medida de versos, ou seja, o número de sílabas poéticas apresentadas pelos versos. Pata determinar a medida de um verso, nós o dividimos em sílabas poéticas.
  1. Sempre que há o encontro de duas vogais átonas no final de uma palavra e no início de outra, elas são contadas como apenas uma sílaba.
  2. Além disso, a contagem silábica encerra-se na sílaba tônica da última palavra do verso.
Ritmo: É dado pela alternância de sílabas acentuadas e não acentuadas, ou seja, que apresentam maior e menor intensidade quando pronunciadas.

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;


Rima: É um recurso musical que se baseia na semelhança sonora na palavra do final dos versos (rima externa) e às vezes no interior dos versos (rima interna).

Distante o meu amor, se me afigura (A)
O amor como um patético tormento (B)
Pensar nele é morrer de desventura (A)
Não pensar é matar meu pensamento.(B)

As rimas podem ser classificadas, ainda, em intercaladas (ABBA), alternadas (ABAB) ou emparelhadas (AABB).

Recursos sonoros:

  • Aliteração: Repetição constante de um mesmo fonema consonantal. Nos versos abaixo, alitera-se o fonema  /b/.
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança.

  • Assonância: Repetição constante de um mesmo fonema vocálico. Abaixo, a assonância do foneema vocálico /a/.
Ó Formas alvas, brancas, formas claras...

  • Paranomásia: É o emprego de palavras semelhantes na forma ou no som, mas com sentidos diferentes.
As sobras de tudo que chamamos de lar
As sombras de tudo que fomos nós.

  • Paralelismo: É a repetição de palavras ou sintáticas maiores que correspondem-se quanto ao sentido.
Vem que eu te quero fraco,
Vem que eu te quero tolo,
Vem que eu te quero todo meu.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Gêneros narrativos

Linguagem: É ela, seja falada ou escrita, que possibilita a comunicação, mesmo que tais sejam diferentes em vários aspectos como tempo, espaço, etc.
Formas: Em verso ou em prosa.

Gênero narrativo: Apresenta fatos que se ligam no tempo e no espaço por meio de movimentação de personagens. Presença geral do narrador, seja ele observador (Narrativa feita em terceira pessoa. Não obrigatoriamente o narrador-observador é o autor, mas um personagem deste) ou personagem (Não obrigatoriamente o personagem ativo principal e protagonista, mas um participante secundário). Além disso, a narrativa é marcada por tempos, podendo ser cronológico (Tempo exterior, marcado por horas, dias, etc., Crescente ou decrescente, numa sequência temporal) ou psicológico (Impossível de ser medido, já que é composto por pensamentos, reflexões, tudo o que transcorre dentro dos personagens).

Narrativas em verso, ou gênero épico (epopeias): Um narrador que conta a história em versos que formam um longo poema, que em geral exalta a ideia de um herói, um povo ou uma nação. Possui elementos como aventuras, guerras, viagens e façanhas heroicas. De forma padrão, é narrado em terceira pessoa.
As principais epopeias da cultura Ocidental são a Ilíada e a Odisseia, de Homero, a Eneida, de Virgílio, Os Lusíadas, de Luis de Camões, Paraíso Perdido, de John Milton, e Orlando Furioso, de Ariosto. Os brasileiros são O Caramuru, de Santa Rita Durão, e O Uruguai, de Basílio da Gama. 

Gênero lírico: Percebe-se a manifestação de um eu que expressa seu próprio mundo interior, suas emoções, sentimentos e ideias. Trata-se de uma narrativa com musicalidade e predominância de pronomes e verbos na primeira pessoa. Pode ser escrito em prosa ou em verso, e não apresenta uma história concisa, já que o objetivo do poeta é monologar. 

Gênero dramático: Enquanto o gênero épico exalta os grandes feitos dos heróis, o gênero dramático expõe o conflito dos homens e de seu mundo. Esse gênero engloba os textos escritos que foram feitos para serem interpretados em palco, com atores fazendo o papel de personagens. Há, ainda, a divisão temática:
  • Tragédia: Apresenta ações que despertam terror e piedade, alertando as pessoas para as paixões e vícios dos homens.
  • Comédia: Tem por objetivo criticar a sociedade e o comportamento humano por meio do ridículo.
  • Farsa: Em geral é breve, tem poucos personagens e pretende provocar o riso explorando situações engraçadas e ridículas da vida cotidiana, apelando para caricaturas e exageros.
  • Auto: Breve peça de caráter religioso ou profano, geralmente feito em verso. Tem como característica principal o seu conteúdo simbólico, com atores representando entidades abstratas, de caráter religioso ou moral. 
Narrativas em prosa: Esse tipo de narrativa é o que vemos mais frequentemente nos livros, ou seja, são as narrativas que contam histórias. Na subdivisão:
  • Romance: Uma narrativa longa, com vários personagens que vivem conflitos e situações dramáticas. Pode ainda se dividir em romances policiais, romances históricos, etc.
  • Novela: Narrativa menos abrangente que o romance, composto de uma série de situações encadeadas entre si e que giram ao redor de um personagem principal.
  • Conto: É a narrativa mais breve e condensada de todas. Concentra-se em torno de um personagem e desenvolve apenas uma história.
  • Fábula: Uma narrativa simples e que sempre traz uma mensagem de fundo moral. Os personagens das fábulas, caracteristicamente, são animais que representam tipos humanos.